terça-feira, 14 de agosto de 2012

Coisas que Acontecem

(Poema)


     As vezes as coisas parecem
ser como pensamos.
     as vezes criamos fanta-
sias que não passam de meras
utopias.
     As vezes sabemos o que
se passa, embora não possamos
fazer nada.
     As  vezes as coisas mudam
e se tornam favoráveis ou mes-
mo uma calamidade.
     As vezes somos vítimas
de nós mesmos.
     As vezes sofremos e os den-
tes rangemos pelas dores e anseios.
     As vezes nos sentimos vazios.
     As vezes parece não haver
objetivos e sentimo-nos perdidos.
     As vezes nos sentimos
fracos por conta dos pensamen-
tos que nos martirizam e
nos fazem escravos.
     As vezes somos vítimas
do tédio e da solidão.
    As vezes sentimos angustias
e medo no coração.
     As vezes queremos nos
prender em nossos  lares.
     As vezes sofremos alguns
males.
     As vezes nos sentimos
sem saída.
     As vezes choramos o dia
inteiro.


              By:  Carlos  Barroso

   





















   

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Retorno

Após uma breve pausa para as férias o Poeta Carlos Barroso retoma seu assento diante do horizonte e nos gratifica com palavras afáveis.

Seja Bem Vindo!

(Bíblico especial)
Humildade
 (Poema)

     Uma coisa quero para mim,
me tornar mais humilde do que
os de poucos meios.
     Quero ser vagaroso no falar
e rápido no ouvir.
     Não há nada melhor do
que você não se enaltecer e
do que você ser como uma
criança.
     Pois se quisermos ser fortes
temos de ser escravos e pequenos.
     Se queremos ser enaltecidos
temos que nos humilhar.
     Porque o humilde é refrigé-
rio para a alma        

                By: Carlos Barro,so

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amigos do Coração


(poema)


     Meu coração está batendo
de emoção.
     E os meus pensamentos
não descansam de pensar.
     Neles eu vejo quem
meu coração pede.
     Sim, e ele pede aqueles
que admiro e prezo.
     E o dia inteiro dese-
jo sempre viver com estes
amigos que estão sempre
ao meu lado.
     É por isso que nada
neste mundo separa amigos
verdadeiros enquanto estão aman-
do.
     "Pois o amor é o perfeito vínculo de união."


                       By: Carlos Barroso

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A luz

(poema)

     Amanheceu e é manhã de
novidade e alegria.
     O dia está claro e a luz
desta manhã é cristalina e luz
que anima.
     Olho para o céu e não con-
sigo ver seu azul.
     Olho para frente e não
vejo a humanidade.
     Olho para o lado e só ve-
jo o clarão.
     Mas só consigo ver a mim
mesmo, pois a imensa lumino-
sidade está tomando conta de
tudo.
     Pois se expandiu de modo
a encobrir todas as coisas
nada ficou à vista diante
dela.
     Essa luz é luz de man-
hã verdadeira e transparente.
     É luz que dá felicida-
de e produz sorrisos.
     É luz superior a muitas.
     É luz que conforta e faz
o coração pular.
     É luz que consola a alma 
e faz o desassossego cessar.
     É luz que faz a face 
brilhar e o fundo do peito
palpitar.
     É luz de esperança  e de
boas esperas.
     É luz satisfatória e que
dá paz.
     É luz que embeleza e transfor-
ma.
     É luz de felicidade e que nos
move a louvar ao criador.
     É a luz de Jeová.




             By: Carlos Barroso

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Minha Juventude

    (poema)


    Estou vivendo esta Juventude
turbulenta.
    Estou sem energia e forças
para enfrentá-la.
    Oh! que Juventude sem vi-
da e sem gosto.
    Juventude sombria e chu-
vosa.
    Juventude velha e sem
novidades.
    Juventude vazia e afliti-
va.
    Juventude pensativa e preo-
cupante.
    Eu tinha outras "Juventu-
des", mas essa foram embora.
    Eu tinha outras preocupa-
ções, mas essas foram com as
Juventudes que passaram.
   Eu tive várias Juventudes
e suas coisas presentes.
    Sim, a Juventude em que
brincava.
   A Juventude em que des-
cobria.
    A Juventude em que son-
hava.
    A Juventude em que crescia.
    A Juventude em que ria.
    Agora eu tenho uma Juven-
tude que não sabia.
    eu tenho uma Juventude
transitória.
    Uma Juventude que irá embo-
ra.
    Um Juventude efêmera e que
causa medo.
    Agora estou numa  Juventude real.
    Agora estou numa Juventude atenta.
    Agora estou numa Juventude de
 espera.
    Mas busco usá-la sabiamente.


                     By: Carlos Barroso





O amor l

    (poema)


     O amor vai além de obstá-
culos.
     O amor observa todas as coi-
sas. Que são excelentes.
     O amor nota o que há de
 bom.
     O amor é puro e casto.
     O amor conhece todas as
coisas para o bem.
     O amor chora com as  tris-
tezas.
     O amor grita contra o mal.
     O amor é perseguido.
     O amor ama.
     O amor se alegra.
     O amor transforma.
     O amor esfria.
     Mas como virtude permanece.
     O amor é provado.
     O amor sempre existiu.




                 By: Carlos Barroso
           
     

O clamor, a dor e a "alegria" deste Mundo

(poesia)


    Alguém está clamando.
    Sim! berrando.
    Sim! gritando.
    Sim! chorando.

    Alguém está sofrendo.
    Sim! gemendo.
    Sim! retorcendo.
    Sim! morrendo.

    Alguém está se alegrando
    Sim! jubilando.
    Sim! por enquanto.
        


               By: Carlos Barroso


       

domingo, 17 de junho de 2012

Saindo da mata para a civilização




Hoje praticamente vivemos correndo, mesmo com todos os meios de transporte disponíveis estamos sempre atrasados, quando temos um compromisso inadiável temos que sair com bastante antecedência, mas bastante antecedência mesmo se quisermos honrar nossa palavra,  isto me fez lembrar da enorme  diferença do tempo eu que eu morava na Usina e praticamente o tempo engatinhava e com uma ressalva, o meio de transporte era raro e andar era o normal, quando terminei os estudos  lá na Escola da Usina, tive que ir para Moreno pois havia condições de continuar em algo mais elevado e assim fui estudar Admissão ao Ginásio com uma Professora que jamais esquecerei Dona Odila, um pouco idosa, creio que era pois para quem é jovem com onze anos, qualquer pessoa acima dos quarenta já é idosa, bem irei falar deste período depois, agora o momento é para tenta definir o que era aquilo que servia de transporte quando íamos para Moreno, na minha visão era um carro, mesmo sendo antigo era muito bom ver a paisagem se movimentando lá longe, digo ver por força de expressão mas na verdade não dava para ver nada, só um tiquinho, e olhe lá, pois o aperto dentro do carro era inenarrável, não podíamos reclamar nem fazer cara feia, era um favor que estava sendo prestando, (ou não?) bem se havia algum acordo financeiro, nunca fiquei sabendo o que eu sabia era que o carro era muito velho, e o motorista um rapaz chamado Nido, com uns dentes enormes, os olhos fundos de olheiras não aparentava ser tão amigo assim, ou talvez por eu ser criança quem iria se importar com o que eu me importava, ora faça-me o favor, os adultos vivem numa esfera mais elevada, vamos para o carro, talvez fosse um karmanguia sei lá qualquer coisa, o interessante é que andava, fazia um barulho danado e era uma fumaceira que dava a impressão que ele ia explodir, explodir que nada, toda tarde ele saia resoluto, cumprindo seu  papel e nós ali, banho tomado, roupas impecáveis, ares de respeito a espera do grande momento de ir para a escola, principalmente no meu caso, meu irmão já estava acostumando, mas eu, era a primeira vez que estava saindo da mata para a civilização, digo assim pois das outras vezes que saia era para um Sete de setembro, alguma festa, médico e demorava para acontecer de novo, não importava as dificuldades de chegar naquele colégio, todo mundo fardado, tínhamos uma carteirinha onde se carimbava a presença, um rapaz fica na portaria sentado em uma cadeira diante de uma mesa onde recebia os alunos, quando entrávamos não deveríamos ficar zanzando no pátio , deveríamos ir imediatamente para a sala de aula, a minha fica no primeiro andar, a última do lado direito, para mim era o máximo, mas confesso que fiquei um pouco decepcionado com o seu aspecto, sendo uma escola da cidade, esperava algo melhor, bem melhor do que a minha anterior na Usina, e aquela era envelhecida, desbotada, com infiltração e as bancas? Pareciam ter saído do século anterior, mesmo assim era a minha escola, escola não Colégio, e foi ali que fui aprendendo a ser mais observador, também diante de tantas recomendações era impossível dar uma mancada, mas dava, parece que estava escrito na testa, matuto, mesmo que a minha aparência fosse uma das melhores, cá entre nós eu era lindão e fazia sucesso com as meninas, mas era bobo e não escapava das gozações dos outros garotos, prá falar a verdade eu era o único novo naquela sala, eu era precoce só tinha onze anos e estava estudando Admissão ao Ginásio, e os meus colegas de classe tinham mais idade, o Gordo, que vivia  rodeado de amigos, entre eles Hideraldo ou Dedé um intelectual o único menino de cabelos longos que eu conheci, Nelson um rapaz tímido, João que repartia o cabelo espichado, Rosa uma garota com mais ou menos 15 anos super educada e outros que foram se diluindo com o passar do tempo, esses que eu falei encontrei-os em situações diferentes vinte anos depois, mesmos os reencontrado-os gosto de preservá-los adolescentes nas minhas reminiscências, pois de uma forma ou de outra foram importantes na formação da minha personalidades, por isso me esmerava em ir para  Moreno estudar, era uma oportunidade e tanto, poucos conseguiam e nós não podíamos desperdiçar os esforços dos nossos pais , estudo era sagrado, saímos mais ou menos ás 16h30min. e retornávamos tarde da noite, não me lembro como, nem com quem e não sei precisar se todo dia íamos naquela fubica, só sei que por mínimo que fossem aqueles momentos eles eram  enormes para o meu universo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Esta Tarde

(Poema)


     Esta tarde está sossegada
e  é tarde de pensar  na vida.
    Esta  tarde  de  relaxar  os
pesamentos  e  sonhar  com
coisas boas.
     É uma tarde diferente que
me faz acordar com um sorri-  
so no rosto e alegria no peito.
     É tarde para sentir sauda-
de e deveras sinto.
     É tarde para pensar na in-
fância e ter boas recordações.
     É tarde para pensar na bon-
dade do criador.
    Nesta tarde estou me sentin-
do bem e não penso contra
mim mesmo.
     Esta tarde é caipira e estou
admirado com ela.
    É tarde de deixar os olhos
brilhar e o corpo descansar.
     É tarde que torna o céu
vermelho e as pessoas calmas.
     É tarde pra se reunir
com os amigos e relembrar
bons momentos.
     É uma tarde especial e
sem problemas.
     É a tarde há muito aguardada. 


                           By: Carlos Barroso



domingo, 8 de abril de 2012

Onde estou?

(Poema)

     Que mundo é esse?
     Onde estou?
     Que crueldade é essa?
     Que desgraça?
     Por que tanta agitação?
     Por que tanto medo?
     Por que motivo as pessoas
puxam seus cabelos?
     Por que não há paz?
     e porquê ninguém está lou-
vando a Deus?
     Por que "ninguém" está sorrin-
do?
     Que tanta dor é essa?
     Estou no lugar certo?
     Que tanta tribulação?
     Por que não vejo alegria?
     Por que não ouço boas con-
     versas?
     Por que não ouço boas noticias?
     Por que o mal está  predominando?
     Por que só vejo contenda?
     Por que só ouço barulho?
     Por que só ouço resmungos?
     Por que só ouço cobranças?
     Mas Deus é maior do que
todas estas coisas.



                     By: Carlos Barroso

Sofredores

(Poesia)

  Eu vi alguém raquítico.
  Eu vi alguém cambaleando.
  Eu vi alguém sumindo.
  E seu estômago faminto.

  Eu vi alguém deitado.
  Eu vi alguém desanimado.
  eu vi alguém sem vida.
  Eu vi alguém descorado.

  Eu vi alguém com dor.
  Eu vi alguém ferido.
  Eu vi alguém vermelho.
  Eu vi um sofredor.

  Eu vi alguém queimado.
  Eu vi alguém com frio.
  Eu vi alguém na rua.
  Eu vi alguém molhado.

  Eu vi alguém fraco.
  Eu vi alguém impoten-
te.
  Eu vi o enrugado.
  Eu vi alguém abandonado.

                  By: Carlos Barroso

sábado, 3 de março de 2012

Esta noite eu vi

(poema)

    Esta noite eu vi estranhos
    Estranhos falsos e "sorridentes".
    Eu vi mascaras enganosas
e endurecidas.
    Mas senti pena no coração
mesmo vendo a falsidade desses
estranhos disfarçados.
    esta noite eu vi a falsidade
e a sinceridade.
    Eu observei os humildes e
os endurecidos e jactanciosos
    Eu vi os amigos verdadeiros
e os falsos.
    Eu ouvi a multidão de vozes
cada uma falando diferença.
    Eu vi quem não esperava.
    Eu vi ir embora quem não
desejava.
    Eu vi almas antigas.
    Eu vi almas perigosas.
    Eu vi almas aparentadas
e aparentemente comportadas.
    Eu vi acolhedores.
    Eu vi pessoas de bem.
    Eu vi pessoas confiáveis.
    Eu vi pessoas que me
    querem bem.
    Mas eu vi a crítica
    eu vi a falta de edu-
cação.
     Eu vi a despeita.
     Eu vi a ingratidão e
a presunção.



                      By: Carlos Barroso

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aquelas pessoas

(poemas)

     Olhamos para trás e percebe-
mos que vimos pessoas de todos
os tipos.
     Eu sou Testemunha ocular dis-
so, pois vi pessoas que estão mar-
cadas em minha memória.
     Lembro-me daquelas pessoas.
     Que algumas eram magras.
     Que outras eram gordas.
     Outras não sorriam.
     Tinha aqueles que rostos não
tinham.
     E havia mulheres  belas e deli-
cadas.
     Eu vi também a velhas e can-
sadas.
     E lembro das apressadas e das
distraídas.
     Sim, lembro-me das pessoas
que existiram em meu passado, mas
agora não sei se agora são ou não.
     Agora olho para frente e
 vejo novas e antigas pessoas
que agora compartilham duma
mesma época e que no mo-
mento são.


                   By: Carlos Barroso

Vamos! Construamos o Paraíso de Jeová

(Poema) Bíblico-especial

    Vamos! Pois já amanheceu.
    Construamos o Paraíso  de 
Jeová, pois a manhã é bela  e 
temos uma longura de tempo 
e trabalho  satisfatório. Carre-
guemos as madeiras e construa-
mos nossas casas. Plantemos
nossos vinhedos e comamos de
seus frutos. Vamos irmãos! Tome-
mos um chá e comamos um bom 
pedaço de bolo. Falemos sobre
Jeová e seus trabalhos e reunamos
nossos amigos para conversar sobre
Jeová e seus trabalhos.
    Construamos no dia seguinte
nosso paraíso e quando estivermos
terminado deleitemonos e experi-
mentemo-nos mais plenamente
a Jeová e digamos: Aleluia!
    (louvado seja Jah!)



               By: Carlos Barroso

As pessoas e a realidade

(poesia)

    Um velhinho chora.
    Um senhor pede esmola.
    Um idoso é mandado embor-
ra.
    Uma criança vem a existên-
cia.
     Ela sofre carência.
     E é privada de assistência.

     Um homem pede e clama ajuda.
     Um varão é morto numa
luta.
     Um cidadão é privado de sua
vida curta.

    Uma mulher está desesperada.
    Ela é hostilizada.
    E ela é assassinada.


                  By: Carlos Barroso