(Poema)
Eu passo a virar a minha
face.
Viro-a e vejo milhares.
Milhares não para o mal,
mas sim para me confortar e
acolher.
Eu virei a minha face e
ví pessoas chorando.
Chorando não por elas mesmas,
mas por causa dos meus prantos.
Eu virei minha face mais
uma vez.
Desta vez eu sentí mãos
em meus ombros .
Não porque me batiam, mas
porque me encorajavam.
Eu virei mais outra vez a
minha face.
Desta vez me sentí
arrepiado.
Não porque estava com medo,
mas porque percebí que muitos
estavam comigo.
E agora a forma de min-
ha face mudou.
Não porque fiquei mais
triste, mas porque fiquei
mais alegre.
E por quê? Porque sentí
que o maior de todos os
amigos está sempre ao meu
lado.
By: Carlos Barroso
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