quarta-feira, 27 de abril de 2011

o amigo e os amigos

(Poema)

   Eu passo a virar a minha
face.
   Viro-a e vejo milhares.
   Milhares não para o mal,
mas sim para me confortar e
acolher.
   Eu virei a minha face e
ví pessoas chorando.
   Chorando não por elas mesmas,
mas por causa dos meus prantos.
   Eu virei minha face mais
uma vez.
   Desta vez eu sentí mãos
em meus ombros .
   Não porque me batiam, mas
porque me encorajavam.
   Eu virei mais outra vez a
minha face.
   Desta vez me sentí
arrepiado.
   Não porque estava com medo,
mas porque percebí que muitos
estavam comigo.
   E  agora a forma de min-
ha face mudou.
   Não porque fiquei mais
triste, mas porque fiquei
mais alegre.
   E por quê? Porque sentí
que o maior de todos os
amigos está sempre ao meu
lado.

               By: Carlos Barroso

SOFREDORES CORAJOSOS

(Poesia)
   Neste mundo sofredor obser-
vo almas marcadas.
   Pessoas feridas.
   Almas cansadas.

   Observo pessoas sem direção.
   E vejo almas cambaleantes
e perdidas.
   Vejo pessoas sem rumo nas
mãos.

   Sou testemunha do sofrimen-
to da humanidade.
   Testemunho os rostos pálidos
dos que são torturados.
   Pois toda a criação está de-
baixo da crueldade.

   Mas considero muitos corajosos
e bravos.
   Sim, considero-os valentes
e determinados.
   Pois para a morte e para
a grande chacina dirigem seus
passos.
                          By: Carlos Barroso